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segunda-feira, 2 de março de 2009

Disciplina X Gênio

Estava hoje, em meio a uma conversa com um amigo de vida inteira - literalmente, já que ele era amigo de meu irmão antes mesmo do meu nascimento - sobre algumas coisas que tenho escrito. Alguma novas empreitadas que tenho feito em minha vida literária, dramatúrgica(recentes investidas, ainda não reveladas, vêm sendo feitas nessa área) e profissional, quando levantamos um ponto muito interessante. Ponto este no qual tenho me sustentado buscando lograr êxito. A disciplina.

Falando em disciplina foi inevitável chegar na realção do ser humano com a disciplina.
Digo mais, a maneira que o homem costuma imaginar que disciplina e talento não andam juntos. É o sonho do "gênio". Todos imaginam que o gênio não precisa praticar, ele simplesmente é gênio e acabou. Tudo o que ele fizer será genial. Tudo o que ele criar, independendo o esforço que ele empregar, será uma obra prima. A disciplina é logo associada ao menos talentoso, ao menos inteligente. Ao menos dotado. Eis aí o engano. 

Aptidão.  A aptidão nasce da fusão entre o talento e a disciplina. Quando vemos um verdadeiro gênio, apesar de ser inegável o fato de que ele nasceu dotado de um talento muito maior do que os outros, é indubitável que ele coloca o seu talento em prática diversas e diversas vezes até o nascimento de uma obra-prima. O talento gera uma propensão imensa ao sucesso, mas o que assegura o sucesso é a disciplina legitimando esse talento.
Pelé treinava horas e horas diárias antes de dar aqueles espetáculos que foram vistos e aclamados mundialmente. Picasso pintava doze horas por dia para desenvolver seu talento e dar à luz obras primas diversas, como o fez.

O sonho do gênio às vezes é tão inebriante que, ao atingir o nível do fanatismo, chega-se a duvidar que os "gênios ídolos" pratiquem o que fazem com tanta maestria. É como acreditar que mozart, aos 5 anos de idade estava jogando amarelinha, largou o seu pirulito, tomou à mão uma partitura e compôs um minueto para cravo.

Podemos chamar eles de inaptos por se esforçarem tanto? Ou é mais gostoso acreditar que só os burros têm disciplina? É corriqueiro você ouvir a frase "esse assunto eu nem vou estudar, já sei mesmo" em faculdades, ou ainda "eu trabalho com isso há 15 anos, o que é que você pensa que  ainda pode me explicar?". Sustentar a preguiça e o descaso nos alicérces do talento é vergonhoso.

Não me imagino gênio, nem ao menos me desejo gênio. Sei que só chegarei onde quero caminhando bastante, me esforçando muito e com muita disciplina. Quero ser apto a realizar tudo o que me for possível. Testando e explorando da melhor forma possível os talentos que eu tenho.

Estudemos, reciclemos, aprendamos dia a dia. Para que nossos talentos, moldados pela disciplina e cunhados no esforço, tornem-nos aptos, quiçá gênios.


5 comentários:

Gabriel Pinheiro disse...

Caríssimo fratello...
concordamos plenamente. Creio mesmo que estamos sintonizados. Leia o meu post de hoje e verá que falamos de uma mesma coisa. O que proponho hoje, em meu blog, é algo que só se consegue com a disciplina.
Forte abraço, irmão querido.
Gabriel

viuje disse...

É como um vício.

Mr.Sandman disse...

brocou

Shê! disse...

E como é dolorosa a manutenção da disciplina! Auto-controle, dedicação, exploração, prática; abster-se muitas vezes de prazeres diversos, para enfim, chegar à conquista de um prazer maior: o êxito, a obra pronta e acabada. Mas não sem alguma dor...

Gostei do texto.
Abraços.

Gustavo disse...

Eh isso ae meu velho, sem a correria e a displina, nada cairá do céu..Abraços, Bom texto!