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terça-feira, 1 de março de 2011

O que nos assusta afinal?


Caros,

Eis uma questão com a qual me deparo de quando em vez:
O que tememos?
Acordei hoje com este pensamento e súbito me veio essa poesia que decido dividir com vocês:





O medo.


A mim não aflige o medo do mal.

E não digo isso com a segurança dos bravos,
Mas com o pânico dos comuns.

Não me aflige o chifre do demônio,
Ou o soco do boxeador.
Saberei como agir diante destes,
Seja desviando ou absorvendo o golpe.

O que me aflige,
É o espinho secreto da rosa.

Soco do qual não consigo desviar,
E arranhão que merthiolate não cura.


Ângelo Pinheiro

11 comentários:

Elaine Barnes disse...

O medo é um freio necessário. Tudo que é demais causa danos,mas, na medida certa é um alerta. Quem não tem medo de se espetar né?! Muito boa sua poesia. Admirável. Montão de bjs e abraços

Jussara Mathias disse...

È... o medo da dor da alma!

" Era disso que eu tinha medo, do que não ficava para sempre. "

Parabéns, um beijo Anjo!

Fernanda disse...

Esse seu post de hoje veio bem a calhar com algumas indagações que tenho me feito ultimamente...Acho que tenho medo da maldade humana, de perder os dentes..rs
Enfim, belo poema!
Saudades de você, meu querido amigo ;)

Lucas Ribeiro disse...

Eu comento seu poema com uma situação que sempre vejo acontecer, até em uma mesa de bar.

Estão sentados, os que se dizem amigos, e na primeira virada de costas, fala mal um do outro. Cicrano(a) e Beltrano(a) alí presentes, com medo de irem ao banheiro ou ir acender um cigarro.
E na volta do primeiro para a mesa, se abraçam...
e Cicrano(a) e Beltrano(a) alí continuam assustados com o golpe baixo.

Prefiro o balcão do bar.

Parabéns e um abração Ângelo!

dani disse...

O medo maior é aquele que temos das coisas que acreditamos ser nosso porto seguro e quando menos esperamos nos tiram o chão!
Simplesmente a cada dia que passa você está melhor, amei!

MAILSON FURTADO disse...

Medo o que nos aflinge sem nem sequer sabermos o que de fato seja!!

Convido vc a conhecer meu trabalho...
http://mailsonfurtado.com

Nuriko disse...

Discorrer sobre o medo é algo que sempre me pega desprevinido.
E não. Merthiolate não cura.
Tempo, quem sabe? Ainda que digam que marcas sempre ficarão - e talvez fiquem mesmo.

O que Cintila em Mim disse...

Também a mim me assusta tais espinhos, os que ficam escondidos e te espetam quando vc está completamente absorvido pela flor.

Poeta Renato Douglas disse...

Olá adorei teu blog, lindo mesmo. Parabéns. Fique a vontade para fazer uma visitinha ao nosso “Alto-falante” e seja mais um membro. Você é nosso convidado especial. http://poetarenatodouglas.blogspot.com/.
Um grande abraço!

Renato Douglas!

Marcel disse...

um medo sábio.

Sthella disse...

Espeto este que deixa cicatriz profunda e feia, a solução é evitar a rosa? Será?